segunda-feira, outubro 16, 2006

Glamour da profissão



Engraçado. Jornalistas podem ser assessores de imprensa ou jornalistas mesmo. Aqui entra a polêmica: eu, na minha modesta opinião apimentada, acho que assessoria de imprensa e jornalismo são coisas assim como água e óleo. Não se misturam (ou não deveriam se misturar).
O jornalista precisa ser crítico, enquanto o assessor de imprensa tem que rezar pela cartilha do "cliente tem sempre razão".
O jornalista é convidado para eventos, festas, coletivas, viagens, almoços.
O assessor arranca os cabelos para que os jornalistas aceitem seus convites.
O produto do trabalho do jornalista é um jornal, uma revista, um site...
O produto do trabalho do assessor de imprensa é o release (e os infinitos relatórios).
E por aí vai. A lista de diferenças cruciais é praticamente infinita.
Contribuições nos comments!

Assunto n.2:
O deslumbramento que a profissão pode causar aos mais jovens e o perigo de esquecer a ética
Estagiários são convidados a participar de eventos, ganham vários presentinhos e tendem a se deslumbrar com tanto glamour.
O perigo é que, no calor do entusiasmo, podem esquecer que estão ali não a serviço deles mesmos e do seu bem-estar, mas a serviço dos leitores do veículo para onde trabalham. Aí entram questões como credibilidade. Se o aspirante a jornalista deseja ser alguém na vida, deseja ter um nome reconhecido, precisa tentar manter uma relativa independência e não se deixar levar pelos jabás.

É isso. Concorda?

Depois eu volto, quero falar do filme "O Diabo Veste Prada". Vc viu?

28 comentários:

  1. hahaahahahahaahhaahahaha...BOA!
    OH! Eu estagio em uma assessoria de imprensa! Porem sou estudante de publicidade. O que vc tem a TECLAR sobre essa relaçao assessoria x areas de comunicaçao? Rrsrsr...Bom texto. CONCORDO. Sobre o filme ainda nao o assisti!

    Obs: Caso responda passe no meu BLOGSPOT. Assim a comunicaçao ACONTECE....

    ResponderExcluir
  2. Os objetivos são gritantes. Aliás, sugiro a mudança do nome "assessor de imprensa" para "assessor da empresa".

    ResponderExcluir
  3. Boa! Valeu pela visita! Tow sempre por aqui. Ate o proximo POST.
    C clicou no link da exposiçao? D+ nao é! É triste.

    ResponderExcluir
  4. Ana Carolina Alves12:27 PM

    Bruno,
    respeito sua opinião, mas acho que contribuir ainda mais para a versão preconceituosa de que "assessor não é jornalista" só piora o cenário já existente. Assessor é jornalista sim, ou pelo menos deveria ser para, no mínimo, entender o funcionamento de uma redação e saber como funcionam as coisas. E mais: eu, que já trabalhei dos dois lados, sei que muitas vezes é melhor defendermos, abertamente, a opinião da empresa que nos paga para ser assessor do quê, sob uma pseudo imparcialidade, defender os interesse dos editores, chefes de redação e donos de jornais que nem sempre são os nossos. Imparcialidade não existe! Basta ler as manchetes dos jornais todos os dias pra saber...

    ResponderExcluir
  5. Cecilia4:16 PM

    Oi Bruno,

    Sou assessora há alguns anos e gostaria de expressar a minha opinião sobre isso.

    Há bons e maus jornalistas, assim como há bons e maus assessores de imprensa.

    Assim como o assessor, o jornalista trabalha para uma empresa, o veículo, que defende interesses bastante específicos e nada imparciais.

    O bom assessor não acha que "o cliente sempre tem razão". Ele pode e deve questionar o cliente sempre que possível e manter uma conduta ética, procurando sempre assessorar o jornalista. Para isso, ele precisa entender o funcionamento das diferentes redações dos diversos veículos.

    Os assessores e jornalistas podem e devem se misturar. Podem inclusive ser amigos, por que não? A amizade ajuda na hora de vender uma pauta? Não acredito nisso. Pode ajudar a entrar em contato com o jornalista, a fazê-lo ouvir uma sugestão. Agora, entre profissionais com P maiúsculo, isso não deve influenciar no resultado da matéria, reportagem ou seja lá o que for.

    Como mencionei, existem bons e maus profissionais.

    ResponderExcluir
  6. Fernando Bella4:18 PM

    Bruno,
    Também concordo com a Ana Carolina. Ser assessor de imprensa é ser jornalista sim. E mais: muitas redações conseguem bons furos por causa de assessorias competentes que sabem identificar uma boa matéria dentro de um cliente. O problema é quando o jornalista de redação acha que assessor de imprensa tem a visão do cliente. O bom assessor de imprensa que sabe oq ue é notícia, passa ao seu cliente o que é importante dentro do seu serviço ou produto para que um veículo trabalhe a pauta.
    Também já estive em redação e, algumas vezes, fui ajudado por assessor de imprensa. Do outro lado, sinto um preconceito de quem está na redação. Só que amanhã as posições podem se inverter. O problema dos jornalistas é a falta do corporativismo.
    Abs

    ResponderExcluir
  7. Anônimo5:11 PM

    Caro Bruno Ferrari,
    sendo assim, sugiro a VOCÊ que tente manter uma relativa independência enão se deixe levar pelos jabás, para que VOCÊ possa ser alguém na vida e tenha o nome reconhecido, pois ninguém da minha empresa sabe quem é VOCÊ

    ResponderExcluir
  8. Que comentário banal... Desculpe-me, meu caro. Já trabalhei em redação e sei que grande parte das apurações depende do trabalho dos assessores de imprensa.

    Foi-se o tempo em que existia a rixa repórteres x assessores, hoje um depende do trabalho do outro. Não sei qual a sua experiência profissional, mas lamento muito que tenha esse preconceito.

    ResponderExcluir
  9. Anônimo5:58 PM

    Bruno,
    Não esqueça que, muitas vezes, vcs também precisam da preciosa ajuda dos assessores...
    Nessas horas, garanto que deixamos de ser profissionais ruins e passamos a ser "legais"...
    Conheço alguns casos de jornalistas que mudaram da água para o vinho depois de passarem, por falta de opção e de emprego, para o lado da assessoria... Quando estavam na redação, tratavam o assessor exatamente desta forma "esnobe". Quando mudaram de lado, passaram a recriminar, justamente, este tipo de atitude...

    ResponderExcluir
  10. Anônimo6:03 PM

    Recentemente um jornalista, se é que podemos chamá-lo assim, divulgou em seu blog que jornalistas não deveriam se misturar com assessores de imprensa, pois água e óleo não se misturam. Segundo ele, o jornalista precisa ser crítico, enquanto o assessor precisa rezar pela cartilha do “cliente ter sempre razão.
    Sendo eu uma estudante de jornalismo, me indignei ao ler tal comentário e pergunto: Onde este ignorante se formou? Seria esta uma tentativa de promover-se através dos blogs-mania? Ele também menciona que os novos na profissão correm o perigo de esquecer a ética, mas, ele não percebeu que acabara de dar um péssimo exemplo aos estudantes, esquecendo a imparcialidade mesmo que em seu blog. Aliás, ultimamente, é o que mais tem acontecido por aí. Virou moda ser um blog-repórter, porque é fácil demais noticiar seus próprios sentimentos ou experiências como fontes de notícias. Isso incentiva a falta de criatividade e da investigação.
    Ferrari, pense mais antes de escrever. A sua idéia de misturar a interatividade com os leitores está abolindo a regra da imparcialidade e do distanciamento da narrativa em terceira pessoa, mesmo que em seu blog. Você é um jornalista e não um comentarista. E se a falta de criatividade invadiu o seu ser, peça ajuda aos assessores de imprensa, eles com certeza terão o maior prazer em elaborar uma pauta com verdadeiro conteúdo para você.

    Marianna Werneck

    ResponderExcluir
  11. Anônimo6:18 PM

    esse post poderia ter sido novidade há 50 anos quando havia briguinhas inúteis entre jornalistas e assessores.
    QUE COISA ULTRAPASSADA...

    UM DEPENDE DO OUTRO E PONTO FINAL. DEVE SER UMA RELAÇÃO ÉTICA, RESPEITOSA E PROFISSIONAL, ACIMA DE TUDO.

    ResponderExcluir
  12. Ana Carolina Alves6:30 PM

    Bruno,
    espero que tenha gostado da minha contribuição para a audiência do seu blog.
    Tomei a liberdade de de enviar ao meu seleto maling de assessores e, pelo visto, deu resultado...obrigada a todos pelas mensagens!

    ResponderExcluir
  13. Anônimo6:36 PM

    Imparcialidade????

    Desculpe, mas não é isso que vemos em diversas ocasiões, principalmente nas que reúnem nossos clientes e certos jornalistas (alguns deles renomados e experientes).

    Muitas vezes, enfrentamos situações constrangedoras como aquelas em que o jornalista, ao invés de sacar bloco e caneta, constrange nossos clientes expondo seu portfolio de eventos.

    Isso é ser imparcial????

    ResponderExcluir
  14. rodrigo6:45 PM

    Bruno,

    Senti falta de profundidade. Para poder debater, você precisa, antes de mais nada, deixar claro o seu ponto.
    Qual é? O de que jornalistas não podem ser assessores de imprensa? E quem seriam os assessores de imprensa? Os relações públicas? Deveria ser criada uma faculdade específica para assessores de imprensa? Qualquer um com diploma universitária poderia ser assessor de imprensa?
    Suas matérias também são sempre vagas assim como este seu texto? Você segue a sua cartilha e "não se mistura" com assessores de imprensa? Nunca utilizou a ajuda de um para apurar uma matéria?

    ResponderExcluir
  15. Anônimo9:33 AM

    Não podíamos esperar algo diferente de você. Uma pessoa que se acha soberana acima de todas as coisas.... mas o mundo dá voltas! Um dia você vai estar precisando e quem sabe até dependendo de um assessor. Desculpem o maneiro como me expresso, mas conhece esse jovem "jornalista" e sei o quão sem diálogo e podemos até dizer sem cabeça aberta ele é. Um péssimo defeito para um jornalista! Mas esse é só mais um dos seus defeitos.....

    ResponderExcluir
  16. SENHORES,

    PARA OS QUE NAO PERCEBERAM, ESTE BLOG É ESCRITO POR DUAS PESSOAS. EU, QUE TAMBEM ESCREVO HTTP://FOCALEANDO.BLOGSPOT.COM E A SILVIA ANGERAMI, ASSESSORA DE IMPRENSA POR MUITOS E MUITOS ANOS E QUE AGORA É RESPONSÁVEL POR UMA ÁREA DE CONTEÚDOS CORPORATIVOS DE UMA EDITORA PAULISTANA.

    POIS BEM, ESTE TEXTO ACIMA É ESCRITO POR UMA PESSOA QUE JÁ FOI ASSESSORA DE IMPRENSA E NÃO É DE MINHA AUTORIA. NO CASO, O MEU TEXTO É O DE CIMA QUE SE REFERE APENAS AO FATO DO JABÁ NAO ME INDUZIR A TENDENCIA NENHUMA.

    PELO CONTRÁRIO, EXALTO NO MESMO TEXTO, MINHA AMIZADE COM MUITAS ASSESSORAS DE IMPRENSA, E QUE NEM POR ISSO ACABO CONTAMINADO POR EVENTUAIS INTERESSES.

    CARO ANÔNIMO,

    Sugiro que VOCÊ leia direito o blog e veja o autor de cada texto. Também gostaria de esclarecer que não faço a mínima questão de ser conhecido por todo o mundo. Deve ter ocorrido uma falta de interpretação de texto, mas eu em nenhum momento afirmei ser um famoooooso jornalista de tecnologia.

    Enfim

    Ana Carolina Alves, que mandou para o seu seleto mailing. Acho que deveria partir de você o "Ops, pessoal, não foi o Bruno Ferrari que escreveu este texto". E para esclarecer, o texto da Silvia Angerami é uma crítica sim, mas exatamente contrária das que fizeram vocês 'assessores que se sentem rebaixados por nós, jornalistas egocêntricos' emputecidos.

    Para terminar, gostaria que não questionassem minha honestidade com a profissão, minha ética e etc, sem ao menos conhecer meu trabalho. Lembro que isso dá processo e se você é tendencioso porque seu padrão que lhe paga exige isso, desculpe-me meu caro rapaz, mas você vai mal. Vai mal demais.

    ResponderExcluir
  17. Apesar dos erros de interpretações levados muito mais pelo furor dos comentários do que pelo texto propriamente dito. Gostaria de enaltecer os que se identificaram e declarar meu profundo desprezo aos anônimos que precisam se esconder com medo desse mundo que dá voltas.

    ResponderExcluir
  18. Mariana,

    Obrigado pelo comentário, mas gostaria que você lesse o primeiro texto que aparece no blog "Glamour não é capricho juvenil". Esse sim é um texto meu em que eu faço, inclusive, uma crítica ao texto da Silvia. A ideia desse blog sempre foi o debate, para enriquecer.

    Mas daí neguinho ficar me difamando. O que me deixa mais chateado é que é por alguém que nem leu o texto até o final. Se encheu de raiva no segundo parágrafo, atribuiu o mesmo a minha pessoa e disparou para o seu mailing seleto.

    sério.. é triste isso.

    ResponderExcluir
  19. "posted by efeito pimenta" e não bruno ferrari. acho que não precisamos dizer mais nada, certo?

    ResponderExcluir
  20. "posted by efeito pimenta" e não bruno ferrari. é... acho que não precisamos dizer mais nada mesmo.

    ResponderExcluir
  21. Cada vez que alguém dá sua opinião sobre o mundo como ele é, as pessoas têm mania de se encaixar no sistema e se identificar com a crítica como uma mensagem pessoal. não entendo isso? Será que é porque assessores e jornalsitas estão tão presos ao sistema que não podem olhar para ele como uma coisa a parte exatamente assim como ele é. não vejo nada de errado na crítica saudável da silvia nem uma ofensa pessoal a assessores. é apenas o mundo como ele é. Não se trata de afirmar que o assessor X é bom ou ruim, mas que os sitema exige do assessor X uma posição diferente daquela exigida pelo jornalista. O que é extremamente natual no status queo da imprensa assim como o vendedor do supermercado´tem papel diferente do representante comercial. Podem até ter vindo do mesmo lugar, ter as mesmas competências, mas precisam explorá-las de forma diferente. E ai do jornalista que não explora as suas conforme as regras da editora e os assessores cofnorme as regras da agência. no fundo todo mundo atende clientes, alguns clientes leitores, outros clientes anunciantes. De outro lado, clientes jornalistas outros clientes que são clientes e até quem atende só profissionais donos de agência. isso se chama dinâmica de negócio. tão simples para que confundir!

    ResponderExcluir
  22. as críticas levianas são as piores. mas também são as mais fáceis de serem rebatidas, pois contra fatos não há argumentos.

    antes de comentar, sugiro que parem e leiam. depois disto, a opinião - desde que não seja ofensiva - é sempre bem-vinda.

    ResponderExcluir
  23. De onde vieram essas criaturas chamadas Marianna Werneck e Ana Carolina Alves? A capacidade de interpretação dessas duas moçoilas é de impressionar.

    ResponderExcluir
  24. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  25. Mas que silêncio constrangedor. Faça o seguinte. Manda pra mim seu seleto mailing que eu mesmo encaminho uma nota de esclarecimento para eles...

    ResponderExcluir
  26. Anônimo1:07 PM

    Acredito que quando tratamos de trabalho, precisamos ser muito racionais. Pelo simples motivo que trabalhar - em um sistema capitalista, que fique bem claro - significa gerar lucro. Perceba que nesse sistema, se qualquer empresa não gerar dinheiro, não irá sobreviver. Portanto, temos que ser racionais: vivemos em uma sociedade que defende interesses financeiros; portanto é preciso aceitar que assessoria de imprensa defende a empresa e pronto. Se não for assim, não receberá seu pagamento. A imprensa defende o interesse da sociedade e deve contestar sempre que possível, para o bem da verdade. Portanto é uma questão de colocar as coisas em seus devidos lugares. Não acho que jabás irão fazer uma mente perder seus ideais. Precisa nã ter vivido nada para ser assim. Acredito que pensar assim é subestimar os jovens e dizer que o mundo não tem mais jeito. Não é por aí. Por mais que as pessoas estejam materialistas, sempre passam por situações que mostram que esse caminho é muito "fraco". As pessoas sempre acabam buscando algo mais elevado para suas vidas.

    ResponderExcluir
  27. Raul Seixas6:30 PM

    Toda essa discussão é pura vaidade. Qual o problema com o assessor de imprensa? É preciso racionalizar. Vou tentar e, me ajudem, por favor. Assessor de imprensa: Ele é formado em comunicação e presta serviços a uma empresa quando esta precisa de profissionais para divulgar sua estratégia. Jornalista: Ele é formado em comunicação e presta serviço a sociedade. Ponto. Há conflito entre os dois? Não.

    Apenas o que deve ser entendido é que os trabalhos de cada um têm diferentes objetivos. O que pode haver são assuntos polêmicos que podem fazer com esses dois profissionais precisem discutir para resolver alguma situação que envolve a sociedade e a empresa para qual assessor trabalha. Ponto.

    Não é por defender a empresa que o assessor de imprensa tem menos valor que o jornalista. É necessário que os dois lados (sociedade e empresas) tenham defensores. Ponto.

    Para mim, a equação é simples assim, cartesiana. É assim que funciona o mundo em que CRESCEMOS. Quer mudar o mundo? Haja com humildade, busque a verdade, ajude os outros em vez de ficar apontando erros. Antes de falar da casa suja de outros, dê uma voltinha na sua própria casa. Fazendo essas coisas você vai ser muito mais querido e respeitado. Pois as pessoas percebem nossas ações. Ninguém é bobo.

    ResponderExcluir
  28. Eu estava com saudades deste post polêmico de 2007 e nem me lembrava mais que o pobre do Bruno Ferrari foi tão criticado por ideias que são minhas... engraçado como as pessoas não entendem o que leem... Nossa, quanto tempo se passou desde então...

    ResponderExcluir

Sua opinião é muito importante para nós.